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Apresentação do Conselho Curatorial MUTHA

O Conselho Curatorial MUTHA é um órgão deliberativo, consultivo e estratégico, cuja função é
assegurar a coerência política, técnica, ética e estética dos processos curatoriais e de gestão dos acervos. Sua existência está pautada na missão, visão e valores institucionais, bem como nos demais documentos museológicos vigentes no museu, como a Política de Acervos do MUTHA 2025 e o Primeiro Plano Museológico do MUTHA 2024. O Conselho Curatorial MUTHA busca garantir que o museu atue sob os princípios da performatividade, do hibridismo, da experiência viva das memórias, da valorização e da empregabilidade das populações corpo e gênero variantes do/no Brasil e além. No MUTHA, o Conselho Curatorial atua nos processos de curadoria, aquisição, descarte e empréstimo de acervo, formando uma instância unificada que alia prática e direção conceitual de forma coletiva e colaborativa.
 

Conselho Curatorial MUTHA

 

Luna Dy Cortes

Luna Aurora Souto Ferreira (Luna Dy Córtes) é escritora, multiartista da palavra, educadora e revisora/consultora de escrita. Bacharel em Letras pela USP e pós-graduada em Arte e Educação pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, pesquisa as interdisciplinaridades entre linguagens, arte, mediação e identidade de gênero.

É autora de Mem(orais): poéticas de uma Byxa-travesty preta de cortes (2019) e Prospectos: feitiços entre o tempo, o vórtex, o eu e o eco (2023), pela Editora Urutau. Participou das coletâneas Antologia Trans (2017) e De Bala em Prosa (2020), finalista do Prêmio Jabuti, além de atuar como consultora, prefaciadora e revisora em diferentes publicações. Nas artes visuais, integrou exposição virtual no Museu da Diversidade (2023) com videoarte e no Alê Espaço de Arte (2026) com a instalação “Quem paga a conta?.

Atualmente é educadora no Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde desenvolve práticas de mediação diversas, buscando sempre o pensamento crítico acerca de gênero e sexualidade, além de atuar em formações pedagógicas e projetos de acessibilidade em instituições diversas.

Cosmos Benedito

Cosmos é formado em História (licenciatura plena) pela Universidade Estadual de Londrina – UEL (PR), 2016; Curso Técnico em Produção Cultural pela UEL/ PROMIC, Secretaria de Cultura de Londrina (PR)- Projeto Encantação, 2016; Especialização incompleta em Comunicação Popular e Comunitária na UEL, 2017.

Como artista estive nas Exposições, “Indomináveis Presenças” – CCBB/AFRONTART; “TransEspécie” do Museu Transgênero de História e Arte com curadoria e produção de Ian Guimarães Habib; a exposição “Curando” com curadoria e produção de Alexandra Rodríguez (Culturalex) em parceria com Goethe Institut Salvador e Conseil des Arts et des Lettres du Québec (CALQ). Na área de produção atuei entre 2016 e 2018 trabalhei como produtor cultural no Canto do MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina) e fui produtor geral do 5º Encontro de Travestis e Transexuais da Região Sul – “Unir para TransFormar”,em Londrina, PR. Em Salvador,BA atuei como assistente de produção geral na “II Mostra Itinerante de Cinemas Negro Mahomed Bamba” e nos “Festival Radioca”, na “Casa Tropical Devassa”. Atualmente sou produtor geral na Ebó Produções Artísticas da Jaqueline Elesbão. Em montagem atuei nas exposições “Lapso Temporal” de Arlete Soares, na Casa do Benin Salvador, e “Derramei minhas Fábulas em seiva de terra com meu olhos d’água” de JeisEkÊ de Lundu no Goethe Institut Salvador; Com publicações e criações, sou co-autor do livro “Canto do Marl: Narrativas de um lugar ocupado pela esperança estudantil e artística”; Publiquei no fanzine “Sete mil rios nos comunicam” do POPS/ 3ª Fresta Trienal de Artes, SESC Sorocaba; Em peças e performances colaborei como produtor geral e performer na peça “Transtornada Eu” da Cia. Translúcidas de Teatro; o filme “E mar anha do”, onde fui performer e co-produtor executivo, do Coletivo Danças em Transições com Festival Panorama – Panorama Raft; também nos espetáculos “Floresta” de Thiago Cohen e “Bruxaria Ancestral” de Thiago Cohen e Wendy Moretti;

 

Babel Babel

Artista e Curadore brasileire dissidente do sistema sexo-gênero. Licenciado em Artes Visuais (FURB). Mestrando em Processos Artísticos Contemporâneo (PPGAV/UDESC).

Em 2023, produziu material educativo para a exposição O Tempo Voa e Quem Não Voa com Ele se Atrasa, de cenora, ministrou a oficina Mapas e Instruções por Yoko Ono na Semana Acadêmica de Arte do CEART/FURB e mediou a exposição internacional Escrita Assêmica na mesma instituição. No mesmo ano, realizou a curadoria de O Sul São Meus Pais (Instituto BADESC, Florianópolis) e de Corpo: Membro Coletivo na Exposição Setorial de Artes Visuais, Moda e Design. Em 2022, foi curadore da exposição Livro de Artista no Salão Angelim (FURB), coordenou a pesquisa do projeto cultural Poética Digital, aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, e participou de mostras como o Salão Vermelho de Artes Degeneradas (RJ), Alteridades – Esculturas em Concreto Celular (FURB) e a coletiva Abre Alas (Sala Edi Balod, Florianópolis). Em 2021, foi mediador na Amostra LIVES (Teatro Carlos Gomes) e no 15º Salão Nacional de Artes de Itajaí, premiade em 2º lugar no Salão de Arte Blu com a obra Montagens Parabólica Elípticas Mirando Mapas. Em 2020, integrou a Plataforma da Câmara Setorial de Artes Visuais do Conselho Municipal de Itajaí.

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Mitsy Queiroz

Mitsy Queiroz [@mitsyqueiroz] 1988, Recife, Pernambuco.

Artista visual e pesquisador dedicado à fotografia experimental analógica e suas alianças com o invisível. Investiga a cegueira da imagem latente como espaço reflexivo, onde os processos fotográficos realizam travessias entre matéria e encantaria. Suas narrativas emergem da intimidade com a pesca artesanal e das relações de parentesco entre peixes e gentes. Na escuta das zonas limiares entre as águas e a terra, desenvolve práticas que atravessam as experiências de resguardo e revelação.

Mitsy Queiroz é Mestre em processos criativos e, desde 2012, desenvolve uma abordagem multidisciplinar que articula práticas educativas e projetos colaborativos. À frente do Laboratório Piracema, investiga a experimentação com processos fotográficos analógicos como base concreta de sua pesquisa. Participa amplamente de mostras coletivas e individuais, residências artísticas e integra acervos como o da Pinacoteca de São Paulo.

Be Zilberman

Be Zilberman é uma pessoa não-binária, neurodivergente e DEF. Formou-se em Audiovisual pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), com ênfase em Roteiro, Produção e Montagem. Realizou um ano do Grado en Comunicación Audiovisual na Universidad Complutense de Madrid, Espanha (2015) como intercambista. É Mestre em Documentário Audiovisual pela Goldsmiths, Universidade de Londres (2024), com pesquisa documental sobre a intersecção entre gênero e neurodivergência. Está finalizando o Bacharelado em Ciência da Computação (IME-USP) como segunda graduação. Fez parte da primeira turma do workshop de Acessibilidade e Arte “Filmpro with ten” e do curso de Construção de Equipes Neurodivergentes no Audiovisual da Equal Acess Network (EAN), ambos em Londres. Realizou três cursos de acessibilidade no audiovisual pela ScreenSkills e o Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em Acessibilidade Cultural, oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás. Possui certificado de inglês (IELTS) e espanhol (DELE) fluentes.

Desde 2021, é responsável pela produção executiva do Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA). Foi Vice-Presidente da Associação de Profissionais Trans do Audiovisual (APTA) em sua primeira formação (2023). Em 2020, comandou a Diretoria de Cultura da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil. Na área de cinema, trabalhou como assistente de produção no documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Produziu e atuou nos espetáculos “Vale a Pena Ver de Drag” (2019), Roleta Drag (2022) e O Grande Circo Transformístico (2025), além da performance “Transviadas Libertárias” (2018) e curta-metragem, “Degeneradxs” (2019). Criou e produziu duas edições do BRILHE – Festival Internacional de Circo Drag.

Pedra Preta

Pedra nasceu no sul do Brasil, em Porto Alegre, em um estado predominantemente branco. Iniciou seu processo de costura em 2011, ao realizar seu primeiro curso livre de costura e modelagem. Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2019, desde o início de sua trajetória articula arte e moda a partir da transmutação de resíduos têxteis, operando a matéria como campo simbólico e político.

Atualmente reside em São Paulo, onde desenvolve a marca PEDRA. O projeto nasce a partir de uma mini coleção de calcinhas criada para uma edição da revista independente peruana Revista Trucha. A proposta surge da ausência de modelos de lingerie pensados para travestis. Embora a colaboração não tenha se concretizado devido ao início da pandemia, a mini coleção foi apresentada como vídeo teaser de pré-lançamento da primeira coleção da marca, REALIZE.

Em 2018, idealizou a ação terrorista queer CÚSPIDE, reunindo performances e pornoterrorismo, e apresentou a performance Construtora. No mesmo período, integrou a marca UNUSUAL como diretora criativa, desenvolvendo a coleção Canícula 2021 em formato de happening.

Durante a pandemia de 2020, criou sua primeira mini coleção de calcinhas, pensada para a revista peruana independente Revista Trucha.

A marca teve peças usadas por FKA Twigs e desenvolveu figurino para a capa de Trava Línguas, de Linn da Quebrada. Esteve presente em revistas como Vogue e participou da Casa de Criadores, onde apresentou as coleções “EU AMO VC S2” e “Noites Frias Sem Vc”.

Em 2023, assinou o styling do vídeo “Tudo pra Amar Você”, de Marina Sena, e participou de ativação na exposição “Novo Poder: passabilidade”, de Maxwell Alexandre, na Casa SP-Arte.

Em 2024, peças da marca foram usadas por Anitta e Sevdaliza. Em 2025, lançou a coleção Lawanda’s Secrets: FANTASIA na loja Wig e iniciou parceria com o projeto Sustenta Carnaval.

 

Wes Viana

Wes Viana é doutoranda em Estética e História da Arte (USP), mestra em Artes (UFC), especializanda em História da Arte (UNIUBE), graduanda em Artes Visuais (UECE). Também é mestra interdisciplinar em História e Letras (UECE), especialista em Ensino de Língua Portuguesa (UECE) e graduada em Letras (UFC), com experiência no PIBID. Vem realizando pesquisas nas áreas de Estética e Arte contemporânea, com ênfase em poéticas interespécies.

Wes Viana é professora, curadora e crítica de arte. É sócia da ABRE – Associação Brasiliera de Estética. Foi curadora do 76º Salão de Abril e júri da 13ª Mostra 3M de Arte “Interespécies: cruzando mundos”. Foi curadora adjunta das exposições “Cosmologia tecida”, na Massapê Projetos, e “Arqueologia da superfície”, na CAVE. Realizou a exposição individual “Revisitando os medos da infância” (MAC-CE) e a coletiva “Reflorestamento” (MAC-CE). Atua de maneira independente, ministrando cursos, palestras e oficinas. Também trabalha há mais de cinco anos com revisão de artigos, catálogos e textos de exposições de arte. É membro do Laboratório de Estética e Filosofia da Arte (LEFA) e autora de diversos artigos científicos e capítulos de livros.

Luiz Morando

Luiz Morando é licenciado em Letras, Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada pela UFMG. Ministrou aulas de Literatura Brasileira por 21 anos. Atualmente, é revisor de textos. Entre outubro de 1992 e dezembro de 2014, desempenhou trabalho voluntário no Grupo de Apoio e Prevenção à AIDS de Minas Gerais (GAPA-MG), onde realizou ações e coordenou projetos de prevenção ao HIV/AIDS voltados ao público homossexual masculino. Desde 2002, vem desenvolvendo pesquisa sistemática, autônoma e independente de resgate da memória das identidades LGBTQIA+ de Belo Horizonte. Cofundador do Museu Bajubá (www.museubajuba.org),

A partir de 1987, Luiz Morando começou a reunir um acervo de natureza diversificada relacionado à cultura LGBTQIA+ brasileira. O acervo se constituiu de recortes de jornais com notícias sobre diversidade sexual e gênero; revistas voltadas ao público LGBTQIA+; panfletos e fôlderes destinados a esse público; livros, brochuras e documentos de diversa natureza. Esse acervo foi doado ao Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Fafich/UFMG em março de 2019 e passou a constituir o Acervo Especial LGBT Cintura Fina. Desde 2002, vem desenvolvendo pesquisa sistemática, autônoma e independente de resgate da memória das identidades LGBTQIA+ de Belo Horizonte. Esta pesquisa é lastreada pelo período entre 1946-1989 e sustentada por material coletado em periódicos belo-horizontinos daquele período, em processos judiciais que envolvem pessoas LGBT e em relatos orais de pessoas que vivenciaram a construção de sua sexualidade em Belo Horizonte naquele período. É autor dos livros Paraíso das Maravilhas: uma história do Crime do Parque (2008, editora Fino Traço), Enverga, mas não quebra: Cintura Fina em Belo Horizonte (2020, editora O Sexo da Palavra) e de diversos artigos publicados em periódicos acadêmicos e livros.

 

Paul Jardim Martins Afonso

Licenciado em História e mestre em História Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); Doutor em História Global pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Pós-Doutor no programa de pós-graduação em Ciência e Sustentabilidade na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Atualmente, atua como professor substituto na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri lecionando História Moderna, América Portuguesa e História de África.

Paul Jardim Martins Afonso é historiador, professor e pesquisador transmasculino, especialista em estudos de gênero, subjetividades teoria cuíer, mídias audiovisuais e teoria da história. É licenciado e mestre em História Social pela Universidade Estadual de Montes Claros e possui Doutorado em História Global pela Universidade Federal de Santa Catarina. Membro do Laboratório de Estudos de História e Gênero da (LEGH-UFSC) e do Grupo de pesquisa Gênero e violência (GPEG-Unimontes). Realizou estágio pós-doutoral na Universidade Federal do Sul da Bahia no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Sustentabilidade. Atualmente é professor substituto na Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e pesquisador do projeto “Experiências de pessoas LGBT: letramento em diversidade sexual e de gênero para a promoção da saúde” juntamente com a profa. Dra. Daliana Cristina de Lima Antônio.

 

Mayara Lacal

Museóloga, pesquisadora e produtora cultural. Bacharela em Museologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atuou como bolsista voluntária no projeto de extensão “Acervo e Diversidade: mapeamento e política de acervo em museus” (2021–2022), que desenvolveu a primeira pesquisa para elaboração da Política de Acervos do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo (MDS). O projeto foi realizado em parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Museu da Diversidade Sexual (MDS), a Rede LGBT de Memória e Museologia Social, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Desde 2022, integra o Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA), onde atua como Coordenadora de Museologia e membro do Conselho Curatorial, desenvolvendo atividades voltadas à documentação, pesquisa e comunicação de acervos, além de ter coordenado a elaboração do Plano Museológico (2023) e da Política de Acervos (2024) da instituição. Entre 2023 e 2025, integrou o Instituto Mirante de Cultura e Arte (CE) como Coordenadora de Memória e Patrimônio Cultural, colaborando na formulação de diretrizes museológicas, processos de documentação e gestão de acervos para diferentes equipamentos culturais do Estado, como o Museu da Imagem e do Som do Ceará, a Pinacoteca do Ceará e o Museu Ferroviário. Desenvolve trajetória voltada à pesquisa, documentação e gestão de acervos com foco em memória, diversidade e direitos humanos, compreendendo a memória como ferramenta de reparação e justiça social. Possui interesse nas áreas de Museologia, Memória, História, Antropologia, Ciência da Informação e Comunicação, com foco em diversidade, estudos de gênero e sexualidade, movimentos sociais, direitos humanos, políticas públicas, museus, arquivos, acervos e virtualidade.


Ficha técnica

Direção Museal, Direção de Produção, Pesquisa e Curadoria | Ian Habib

Museologia e Coordenação em Museologia | Mayara Lacal

Webdesign | Arthur Mayan

Assessoria de Imprensa |  Vicente Negrão

Artes Digitais, projeto gráfico e design | Denu

Realização | Funarte – Ações Continuadas 2024/2025 – Espaços Artísticos

Produção | Museu Transgênero de História e Arte

Produção executiva | Purpurina Filmes e Produções

Direção de Produção Executiva | Be Zilberman

COMO CITAR O MUTHA?

O MUTHA é uma obra artística e um projeto científico autoral de Ian Guimarães Habib. Por esse motivo, o MUTHA deve ser citado junto de sua autoria, a partir da seguinte obra:

HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo: Ed. Hucitec, 2021.