Arquivo Vivo MG - BH
ARQUIVO VIVO é um projeto virtual de memória pública e formação de arquivos, que visa produzir materiais para integrarem o acervo Arquivo Vivo do Arquivo Histórico do Museu Transgênero de História e Arte (AHMUTHA). O AHMUTHA foi inaugurado no final do ano de 2022 e foi a primeira área museológica histórica dedicada exclusivamente à população corpo e gênero diversa no/do Brasil, produzida por ela.
O projeto teve sua primeira edição na Bahia, o “Arquivo Vivo Bahia”, que teve apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão PABB) via Lei Aldir Blanc redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. Nele, foram coletadas memórias de 8 mulheres transgêneras e travestis na/da Bahia, em fases diferentes de vida, acima de 35 anos de idade, para cadastrar em nosso arquivo. Os materiais coletados começaram a ser musealizados ainda em 2022.
“Arquivo Vivo MG – BH” coleta memórias de 3 pessoas trans de/em Minas Gerais, importantes personalidades históricas em fases diferentes de vida, acima de 35 anos de idade, para cadastrar no Arquivo Vivo do Arquivo Histórico do Museu Transgênero de História e Arte (AHMUTHA), a serem posteriormente musealizados. As memórias incluem 3 vídeos documentais de história oral, um com cada entrevistado, além de outros materiais multimídia – clippings históricos com fotos, jornais, revistas e digitalizações de objetos pessoais. Os participantes contam ou apresentam aspectos biográficos de suas vidas, como envelhecimento, censura, ditadura militar brasileira, feminismo, construção de espaços de ativismo e convivência, festas históricas, drogas, história dos movimentos LGBTQIA+, vida rural, casamento, documentações jurídicas, etc. Somos a única iniciativa brasileira que objetiva a produção de arquivos e acervos trans audiovisuais musealizados pela própria comunidade trans, uma forma de recontar e produzir suas próprias memórias e dados para a luta política, quebrando a separação entre as pessoas arquivadas e as arquivistas responsáveis pelo inventário, descrições, indexações e difusões de suas memórias. Arquivo Vivo são novos passados, presentes e futuros trans em MG.
Para facilitar a citação das entrevistas em vídeo, estamos preparando uma versão transcrita, que será publicada no Arquivo Vivo (AHMUTHA), quando prontas. A citação dos outros materiais da exposição somente será possibilitada após seu cadastro no AHMUTHA.
Ficha Técnica
Concepção e pesquisa: Ian Habib
Captação de Imagem e áudio: Ian Habib e Denu
Montagem: Denu
Legendagem: Denu
Acessibilidade e transcrição: Beatriz Falleiros
Design e Arte 3D: Denu
Entrevista: Ian Habib
Design: Denu e Beatriz Falleiros
Entrevistadas: Lorena de Paiva, Porcina Dalessandro, Roberta Chaves
Produção: Ian Habib
Assessoria de Produção, Comunicação: Beatriz Falleiros
Webdesign: Arthur Mayan
Exposição
PORCINA DALESSANDRO
Porcina dalessandro carioca morei por 35 anos em BH comecei na militância nos anos 90, condecorada pela Câmara Municipal de BH na honra mérito fundei uma ONG no ano de 99 publiquei o livro biográfico 30 anos de clausura e as meninas de Porcina autêntica, franca e de bem com a vida.
ROBERTA CHAVES
Roberta Chaves Melo sou uma mulher trans. Eu nasci em Nanuque em 1968. Vim para Belo Horizonte com dois aninhos de idade. Morei em alguns bairros de periferia e morei no centro de BH por mais ou menos 20 anos. E agora estou morando no interior de Minas, chama Juatuba, uma rocinha muito gostosa. Estou muito feliz que moro aqui que tem muito tempo, graças a Deus. Agradeço muito a todos.

















































































































































































