Thiá Sguoti (São Paulo, 1995) é uma artista trans cuja pesquisa gira em torno da figura mítica da sereia. Licenciada em Artes Visuais, a artista estabelece paralelos culturais e antropológicos sobre sua vivência e a mitologia, e materializa através de técnicas múltiplas questões de gênero, estética e espiritualidade enquanto investiga uma iconografia que se desdobra em formas de existências não coloniais. Sguoti cria vestimentas de caudas de peixe que permitem a metamorfose lúdica de corpos reais e imaginários e a partir disso explora outras formas de metamorfose.

Série Trans Seres
Mista
Tamanho: 42 x 29 cm
Materiais: Aquarela e papel espelho
Ano: 2020
Série de aquarelas que explora o místico e o sagrado, e os simbolismos que envolvem o peixe e suas ligações com divindades femininas como Afrodite, Iemanjá, Sheila-na-gig, nereidas, entre outros. Todas essas figuras tem relação forte com a fertilidade, com a beleza e os sentimentos, elementos geralmente associadas ao feminino. A série tem uma sutil influência queer, quando retrato essas entidades fora de suas originais representações culturais. As aquarelas possuem áreas vazadas com uma superfície espelhada se revelando por trás, os espelhos representam o elemento água, presente em todas as figuras retratadas.
Sereia-me
Fotografia
Tríptico
Tamanho: 35 x 45 cm cada uma
Ano: 2017
Ao abdicar-se de alguns costumes estéticos estruturados por uma sociedade que dita o que é e não é belo, a liberdade e a identidade das pessoas são invalidadas e comprometidas por não se enquadrarem nestas normas. Neste tríptico fotográfico, a degradação da figura da sereia faz alusão ao popular hábito social de “colocar as pessoas em caixas”. Em seu habitat natural, o artista caracterizado como uma sereia, representa sua livre forma de expressão, e ao ser transferido à uma banheira, perde os cabelos e o semblante alegre, condicionado à uma forma artificial de vida para uma criatura do mar.
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